Notícia publicada em 12/04/18 - 12:48 | Polícia | Ji-paraná
Polícia descarta que vereador agiu em legítima defesa
A Polícia Civil descarta que vereador de Ji-Paraná, RO, suspeito de homicídio agiu em legítima defesa
Pâmela Fernandes/G1

Pâmela Fernandes/G1


A Polícia Civil descartou a tese de legítima defesa do vereador Clodoaldo Cardoso (PR) em um homicídio que aconteceu em fevereiro, em Ji-Paraná (RO), a cerca de 370 quilômetros de Porto Velho. O inquérito sobre o caso foi concluído pela a Delegacia de Especializada em Repreensão de Crimes Contra a Vida (DERCCV) e encaminhado ao Ministério Público (MP). Segundo o delegado Cristiano Mattos, o crime teve excessos do vereador, o que descaracteriza a legítima defesa. “Com base nos questionamentos com o médico legista, foram três disparos. No segundo tiro, a vítima parou de brigar com Clodoaldo, se afastou um pouco, recebeu um tiro na cabeça, cambaleou, caiu no chão e, o terceiro tiro, acertou as costas da vítima. Essa foi a cronologia que o médico legista passou para gente”, explica Mattos. 






Segundo o delegado, depois do primeiro tiro, já é considerado excessos do vereador, o que descarta a tese de legítima defesa. Além dos laudos, também foi feita a reconstituição do crime e também foram ouvidas as testemunhas do caso e tudo confirmou o que o laudo da perícia havia apontado.




 


A defesa do vereador, o advogado Rodson Casula, alega o contrário e afirma que todos os tiros teriam sido efetuados enquanto o vereador e a vítima estavam em luta corporal.






“O Clodoaldo não deu nenhum tiro na cabeça ou em lugar nenhum quando a vítima estava caída. Todos os tiros foram dados quando ele estava em pé (...). Através de uma interpretação de um laudo do médico legista, esses tiros foram dados enquanto eles lutavam”, afirma.




 



Notificação à Câmara



 




Foi encaminhado à Câmara Municipal de Ji-Paraná (CMJP) um ofício com a cópia do inquérito e todos os laudos periciais para oficializar a atual situação do vereador na terça-feira (10). Segundo o delegado, Cristiano Mattos, o ofício informativo acontece quando há envolvimento de servidores públicos ou que ocupem uma função pública, como é o caso do vereador.




       
Comentários

 

Imprimir

 

Calendário

TV Online

Rádio Rondônia

Rádio Esperança

Publicidade

Facebook

Todos direitos reservados a O Portal RODesevolvimento de Websites