Notícia publicada em 13/02/18 - 20:44 | Polícia | Monte Negro
PC/RO inicia nova investigação sobre grávida desaparecida
Tainá Carina, 21 anos, estava no oitavo mês de gestação e desapareceu em outubro de 2017 em Monte Negro (RO)
Reprodução
Por Jeferson Carlos, G1 Ariquemes e Vale do Jamari

A Polícia Civil de Ariquemes (RO), no Vale do Jamari, esclareceu nesta semana que as diversas informações precipitadas têm atrapalhado o trabalho na investigação sobre o desaparecimento da jovem Tainá Carina de Lima Mendonça. Ao G1, o delegado regional disse que as investigações voltaram a 'estaca zero' e que agora trabalham com uma linha segura.


A grávida, de 21 anos, sumiu no final de outubro de 2017, quando saiu de casa para cobrar a pensão do ex-marido e exigir que ele assumisse a paternidade do filho que esperava em Monte Negro (RO).


No último domingo (11), a Polícia Militar (PM) encontrou um machado em um terreno baldio localizado na Avenida Carlos Chagas, em Monte Negro, após receber uma ligação anônima que informava que o objeto havia sido utilizado para assassinar e esquartejar a jovem.


A pessoa que denunciou ainda disse que avistou um suspeito saindo do terreno com o machado dentro de uma sacola plástica, mas que ele se desfez do objeto ao ser visto e fugiu do local.


Na segunda-feira (12), o delegado regional de Ariquemes, Rodrigo Duarte, disse que a Polícia Civil foi pega de surpresa com o machado encontrado, mas salientou que até o momento, não vincula nenhuma possibilidade do objeto estar relacionado com o crime.


Apesar disto, o delegado relata que em razão da denúncia anônima, o machado será submetido a uma perícia para ver se possui marcas de sangue e se se ele é compatível com o DNA de Taina Carina. Todo este trabalho não é bem-visto pelo delegado.


Porém, Duarte revelou que a Polícia Civil iniciou uma nova linha de investigação e que os trabalhos estão em andamento por meio de uma informação mais segura e confiável.




O caso





Tainá Carina desapareceu no dia 27 de outubro de 2017, depois de dizer aos familiares que iria até a residência do ex-marido, para exigir que ele pagasse a pensão da filha de cinco anos que eles tiveram e para que ele assumisse a paternidade do filho que esperava. A jovem estava no oitavo mês de gestação e o parto estava marcado para o dia 14 de novembro de 2017.


O ex-marido de Tainá foi preso no dia 28 de outubro, por ser o principal suspeito no desaparecimento da jovem, mas ele comprovou que estaria em uma autoescola do município e foi solto.


No dia 1º de novembro, a Polícia Civil começou a tratar o caso como homicídio e buscas foram realizadas em propriedades rurais da região.


No dia 7 de novembro, familiares da jovem fizeram um protesto que chegou a fechar por algumas horas a BR-421, que liga Ariquemes a Monte Negro.


A PM encontrou no dia 8 de novembro uma casa localizada na zona rural de Monte Negro, que poderia ter servido como cativeiro para a jovem. Em diversas entrevistas e vídeos, a mãe da jovem sempre afirmou que acreditava na possibilidade de encontrar a filha viva. Ela chegou a reconhecer uma calcinha e um batom de Tainá encontrado no suposto cativeiro, mas a polícia confirmou que os objetos não eram da grávida.


No dia 18 de janeiro deste ano, o cunhado de Taina Carina foi preso por usar o número de celular da jovem. Segundo a Polícia Civil, ele não era suspeito do desaparecimento de Tainá, mas a prisão aconteceu para esclarecimentos sobre o uso do número da grávida em um aplicativo de mensagens.


O cunhado de Tainá foi solto cinco dias depois, após a mãe e a irmã da jovem confessarem que colocaram o chip no celular do cunhado da grávida sem o conhecimento dele.





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